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Casos da doença, popularmente conhecida como tosse comprida, vêm aumentando em todo o país, principalmente em recém-nascidos. A Área de Vigilância em Saúde de Sorocaba reforça que a melhor maneira de prevenção é a vacinação de crianças.
Conhecida popularmente como tosse comprida, a coqueluche é uma doença infecciosa aguda, transmissível através do contato com gotículas, contato direto com pessoa doente ou através de contato direto com objetos contaminados recentemente. Os casos da doença têm aumentado em todo o país e também em Sorocaba e, por isso, a Secretaria da Saúde (SES), por meio da Área de Vigilância em Saúde, reforça as ações preventivas e de orientação contra a doença.
O homem é o único reservatório universal da bactéria que causa a coqueluche. A vacina não garante imunidade permanente, com queda nos títulos protetores após 5 a 10 anos da última dose, sua eficácia é de 75% a 80%. “Logo, existe na população pessoas vulneráveis que, mesmo depois de vacinadas, adquirem a infecção apresentando quadro muitas vezes atípico e que podem transmitir a doença para lactentes. Os lactentes com esquema vacinal incompleto são sujeitos a apresentar o quadro clínico clássico da doença, com várias complicações e letalidade alta”, alerta a diretora da Vigilância em Saúde da SES, Daniela Valentim dos Santos.
É definido como caso suspeito de coqueluche todo indivíduo menor ou igual a seis meses de idade que esteja com tosse há 10 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística – tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (5 a 10) em uma única expiração, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, cianose, apneia e engasgo. Se a pessoa for maior de seis meses de idade, poderá ter coqueluche se apresentar tosse há 14 dias ou mais, associada a um ou mais dos sintomas citados acima.
Casos em Sorocaba
Por se tratar de doença de notificação compulsória, o médico assistente e/ou o serviço de saúde público ou privado do município deve notificar o caso à Vigilância Epidemiológica (VE). Desde 2010, tem se observado no país e, também, em Sorocaba o aumento do número de casos suspeitos e confirmados de coqueluche, com ocorrência de óbitos, especialmente em pequenos lactentes com esquema vacinal incompleto.
Em 2013, por exemplo, foram notificados 161 casos suspeitos de coqueluche na cidade; destes 50 foram confirmados, com dois óbitos. O coeficiente de incidência por 100 mil habitantes foi de 7,95 e a taxa de letalidade foi de 4,0. Os dois índices foram maiores comparando-se com os de todo o Estado de São Paulo no ano passado.
Neste ano, até o dia 30 de maio, foram notificados 90 casos suspeitos da doença e 31 foram confirmados. Já foram registrados três óbitos por coqueluche no município neste ano, todos em menores de um ano de idade. O coeficiente de incidência por 100 mil habitantes, até agora, está em 4,93 e a taxa de letalidade é de 9,6.
Prevenção
De acordo com Daniela, a melhor maneira de prevenir a coqueluche é através da vacinação das crianças, com doses aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade e reforços com 15 meses e 4 anos. Outros cuidados podem ser adotados para a prevenção: evitar expor crianças muito pequenas a lugares de grande circulação de pessoas; mães que apresentem tosse devem amamentar utilizando máscara; proteger a boca e narinas ao tossir e espirrar, além de sempre lavar as mãos; manter ambientes arejados; não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres e copos; ficar atento ao Calendário da Vacinação do Ministério da Saúde, mantendo a vacinação de adultos e crianças em dia e procurar serviço de saúde no início dos sintomas e seguir rigorosamente a prescrição.