| Zaqueu Proença / Secom |
Antonio Carlos Pannunzio
Prefeito de Sorocaba
Ao sortear 464 moradias nos Residenciais Bem Viver, no Cajuru, e Parque da Mata, no Jardim Maria Eugênia, o Governo Municipal praticamente cumpriu 10% da meta construção de habitações populares que se comprometeu a edificar no quatriênio. Excelente notícia, pois as obras do maior conjunto em construção, o Jardim Carandá, avançam nos prazos previstos.
Com o mesmo empenho, a Prefeitura está cuidando de transformar milhares de famílias, hoje posseiras de boa fé das casas e apartamentos em que vivem, em proprietárias de papel passado – que é a forma de garantir a elas o domínio sobre o teto que lhes cobre as cabeças.
Ambas as linhas de atuação contrastam fortemente com o observado em décadas recentes, nas quais quase não tivemos projetos de moradia popular e regularização fundiária.
Meu Governo busca, ainda, aumentar o tamanho dos lotes populares de 150 para 200 metros quadrados, para garantir, aos adquirentes, a possibilidade de ampliar de suas moradias.![]() |
| Alexandre Lombardi / Secom |
Há resistências. Diz-se que a mudança “elitizará” (!) os lotes e aumentará exageradamente o preço deles.
A propriedade do solo urbano, em Sorocaba, tornou-se, para quem o loteia, um meio rápido de prosperar. Isso é inteiramente legítimo, desde que não se coloque o adquirente num “cercadinho” sem espaço para sonhar.
Rejeitamos uma Sorocaba dividida entre guetos para os mais pobres e feudos murados para os afortunados, em prejuízo do espaço público e da convivência, essencial à cidade. Buscamos uma cidade republicana que assuma seus contrastes e lute por minimizá-los sempre que eles limitem a dignidade humana.
*Artigo publicado pelo jornal Bom Dia Sorocaba em 25 de maio de 2014
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| Alexandre Lombardi / Secom |

